2 anos e meio da Queen B

No dia em que a Bia completou 6 meses escrevi o texto abaixo. No dia em que ela completa 30 meses copio e colo esse texto e partilho com vocês, o texto e as fotos. São 2 anos e meio do melhor do Mundo e tudo faz ainda mais sentido com ela.

“I’ve carried a baby girl within my body. Slept with her on my chest. I’ve kissed little toes and wiped away tears. I’ve been vomited on, peed on and spent sleepless nights cradling my child, but I wouldn’t have it any other way. My body isn’t magazine perfect, but when I look in the mirror I see a MOM, and there is no greater honour, love or blessing!”

Há 6 meses, mais precisamente às 17h50, passei a ter o coração a bater fora do meu corpo. Nunca duvidei do amor que sentia por ti, minha filha, soube que te amava a partir do exacto momento em que soube que te transportava, não sabia era que este amor aumentasse segundo após segundo. Sim, é possível amar-te mais um bocadinho a cada segundo que passa.

No dia 24 de Julho de 2016 acordei às 7h com as contracções que eu sabia ser o sinal de que vinhas aí (tu foste enviando os teus sinais no dia anterior, ainda bem que me fartei de comer hahahaah). O parto. Aí o parto. Tinha tanto medo do parto que decidi que não iria falar dele, ler nada sobre ele e muito menos ver vídeos sobre esse assunto (talvez por isso estivesse tão calma). Foi uma viagem até ao hospital muito tranquila e serena (tal como a gravidez, sempre com o teu pai a fazer-me rir para que me esquecesse das contracções), misturada de ansiedade e uma felicidade que eu sou incapaz de transcrever. Foram algumas horas de dores. Foram precisamente 10h50 de dores que foram aumentando (muito) com o passar do dia. E eram tantas que em alguns momentos duvidei ser capaz, duvidei ter força suficiente para conseguir aguentar, mas a mulher é mesmo uma força da natureza, e nisso damos 10-0 aos homens!

O papá foi, como sempre, o meu grande pilar. Ali estava ele, a dar-me a mão (quase a ficar sem pescoço também 😛 ), a dar-me força e a dizer que eu era capaz. Ali estava ele a aturar os meus delírios (experimentem o gás que lá oferecem e comprovem o delírio pelo qual passamos hahahah). Não me largou um segundo desde que entramos naquela porta e creio que acabamos por parir (desculpem os mais sensíveis) os dois, e não, ele não desmaiou 😛 E eu fui capaz. Eu consegui. Conseguir ir buscar todas as forças e consegui com que nascesses. Tu, meu amor, a mais linda de todos os bebés, a mais perfeita, ali estavas no meu abraço, às 17h50. Como poderia ser o Mundo igual a partir daquele momento se eu tinha acabado de conhecer o mais puro e sincero amor?! Como poderia eu ser igual se tu vieste para mudar a minha vida?! Vieste dar-lhe todo um novo sentido e fizeste com que eu visse o Mundo e as pessoas com outros olhos. És a bebé mais linda do Mundo, com essa personalidade tão forte (não fosses tu minha filha ahaha) e só tua, com o sorriso mais aberto e contagiante que eu conheço e com o choro mais estridente que já ouvi. Sim, porque tu choras, e muito, fazes birra, refilas, tens uma boa disposição matinal incrível e tens aquele choro que entranha quando queres dormir (felizmente não é todos os dias). Mas que caraças, és um bebé. O meu papel, meu amor, é acalmar te, dar-te colinho e muito miminho. E lembra-te, minha filha, o colo da mamã é para sempre, tenhas tu 6 meses, 6 anos ou 60.

Posso dizer muita coisa sobre tudo aquilo que mudou na minha/nossa vida desde aquele dia 24, mas as palavras nunca serão suficientes para transmitir o que quero dizer. Aprendi que ter um filho é muito mais do que aquilo que qualquer livro te possa dizer, aprendi que são os filhos que nos ensinam a ser pais, aprendi que não levar epidural na hora do parto não é assim tão mau (mas custa hahahaah) e que, de facto, as dores passam assim que temos o nosso bebé no colo, aprendi que o parto natural é, sem dúvida, das coisas mais maravilhosas pelo qual a mulher passa e não me vejo a ter outro filho de outra forma. Talvez tenha ganho rugas, tal como me apareceu o meu primeiro cabelo branco (fiquei em pânico), talvez tenha envelhecido “6 anos” com os teus 6 meses, talvez esse seja o número máximo de horas que consigo dormir (ao contrário de ti que tens noites super tranquilas, obrigada por isso), eu e o papá passamos a ter os momentos só nossos quando tu vais dormir, por vezes, acabamos os dois por adormecer rapidamente devido ao cansaço… Mas sabes, adormecemos tão felizes, tão completos, tão família que tudo vale a pena! Tu fazes tudo valer a pena. A nossa família faz tudo valer a pena. Não mudava uma vírgula na história que eu e o papá começamos a escrever há 6 anos, tão pouco tempo e tanta história para contar… tenho a certeza que as nossas escolhas foram as mais acertadas quando olho para ti e sei que és o resultado disso mesmo, das nossas escolhas.

Um dia vou falar-te disso, das nossas escolhas, do motivo pelo qual serás um pouquinho inglesa e um pouquinho portuguesa, vou falar-te de saudade e da emigração. Mas agora, quero apenas dizer-te, mais uma vez, obrigada meu amor. Obrigada por nos teres escolhido para teus pais, obrigada por nos fazeres tão felizes, obrigada por nos completares e nos teres feito pais, obrigada por tudo o que nos ensinas, obrigada por teres vindo fortalecer ainda mais a nossa relação e nos tornares nesta família maravilhosa que me enche de orgulho todos os dias, obrigada por esta aventura tão mirabolante, obrigada por nos fazeres sentir, todos os dias, que somos os melhores pais do Mundo. Nós apenas queremos que cresças muito feliz, que não percas essas tua energia e vivacidade que tanto te caracterizam, que não percas esse sorriso, o teu carinho e a tua simpatia (eu sei que não é sempre hahha), que saibas ser justa e correcta, quero que sonhes muito e que alcances todos eles e quero que não deixes, nunca, que te digam que tu não és capaz de alcançar os teus sonhos. Luta, luta sempre. Mas luta sempre com dignidade, com respeito e amor ao próximo.

No que depender de mim e do papá, serás sempre a menina mais feliz do Mundo. Seja para o que for, em que circunstância for, estamos aqui para ti. Parabéns, minha filha, parabéns por estes 6 meses. Amo-te meu biscoitinho, daqui à lua, da lua aqui (e mais um bocadinho 🙂 )…

Agora não são 6 meses. São 30 meses. São 2 anos e meio. O sentimento é o mesmo. 💗 Obrigada, meu amor. Obrigada por seres muito mais do que algum dia imaginei. Obrigada por me teres feito mãe. Continua a ser muito feliz. Love you 👑💜

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